sexta-feira, 13 de julho de 2012


SEM PALAVRAS - MAS COM  PALAVRAS DEMAIS

Quando a saudade bate, bato em mim .Bato o rebate .Rebato de peito aberto, mesmo incerto, a dor que me assalta. Ela salta de dentro pra dentro, não pula, não corre. Escorre apenas. Então, sem muito que fazer, miro-me no exemplo que me exemplifica. Por exemplo: quando você fica.
Nada que possa, passe, embace ou empoce a vida me afasta do que construí no teu peito: Respeito. Aquela  saudade que segue o que sente, ressente - sente duas vezes.Fica aqui comigo mas esta aí contigo também. Duplo etéreo de nosso amor – incompreendido pelos que julgam amor uma cadeia, não uma teia na qual se captura o alimento d’alma, ele se mantém. Mentem os que afirmam que não o veem. Vem para quem quer, não pra quem pode comprar.
Então, grato sou por adquirir tão valioso presente e sinto - pressinto – antes de abrir o laço do recato  e rasgar o papel da apresentação ,que vai ser bom. Por isso me entrego , por isso te trago – qual cigarro filosófico – ou cigarrócio- o ócio grego , aquele que produz. Não sei o quanto de mim ficou em você , mas não importa se a porta já se abriu. O presente está. Se fez. Nasceu.
Em duas semanas tornei-me teu por anos, milênios, galáxias e sonhos. Medonho era me sentir sem alma que comigo caminhasse. Mas pé ante pé, sisudamente, mas firme, surge você. E a vida sorri não mais banguela, mas ela mesma, bela e arrumada. Cheirosa como nosso contato e chique como nosso carinho. Um choque, mas leve, relevo arabesco , aroma fresco de sentir, um rabisco forte na parede branca do nada-por –fazer.
Só resta saber o que não se saberá nunca, mas se tentará. Se onde pisar, estarei lá ou se estarei lá quando pisar. Não sinto que, siameses de alma, sejamos separados, cortados pelo Destino. Desatino se isso acontecer. Ponho-me a correr em sua direção, do som da sua voz. Atroz seria. Séria situação essa, de não ter o que já se tem. Espero calmo – e me acalmo pra isso -teu eterno regresso. O encontro contra tudo o que impede e que pede para ser , estar , permanecer, ficar – nossos são os verbos de ligação. Gramatica e dramaticamente conjugados na nossa língua, no nosso dialeto amigo, no idioleto citadino-concreto de nosso amor amigo nessa nossa densa selva- abstrata da vida.

Te amo , AMIGO.

Para vc , hoje e sempre, AMÉM.

Seu, FÁBIO.
                                                                                                        02 DE JULHO DE 2012


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