sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
























AMAR À TONA

MEDO pula no peito
se você não rejeita
ele se ajeita
se encosta
se posta
ao lado da rejeição.

Não parece mas
o medo acalma
por isso:Calma!
ele paralisa...
para e alisa
a nossa alma
até então indecisa.

MEDO é vontade
necessidade premente
que mente
à própria mente
que o que se quer
não é querer...

Já era!
Agora é tarde!

Sentidos ardem,
O peito espera...

E com o medo, o que ocorre?
Ele corre
pra esquecer...

Mas o AMOR
tal qual lebre
diante da tartaruga
é mais rápido

na testa enruga
se interroga
se rasga

e nessa fuga
é ele quem ganha...
arte fina
manha sua.

Felicidade às 04:54 da manhã...( pode?)





Um comentário:

Elisiene Barbosa disse...

Tem inspiração do Zeca Baleiro nesse poema, hein! Está belo, meu amigo e puro.
Um abraço.